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Semana Farroupilha: conheça a história do chimarrão

A cultura gaúcha é muito rica e cheia de referências de outros povos — carrega desde costumes alemães, italianos, portugueses e espanhóis até influências dos hermanos argentinos e uruguaios. A pilcha, o churrasco, as danças, a cultura. O povo gaúcho é único por sua vasta influência e construção cultural. E nessa herança estão certas coisas que já viraram símbolos do Rio Grande do Sul, e um deles é o chimarrão. Mas você sabe como surgiu essa bebida típica? Nesta Semana Farroupilha, nós, da Nossa Casa Imóveis, contamos para você a história do chimarrão. Confira! 

 

Por volta do século XVI, os colonizadores espanhóis entraram em contato com os índios Guaranis no atual estado do Paraná, onde estes consumiam uma espécie de chá servido em porongo (planta a partir da qual são feitas cuias de chimarrão) e sugado através de um pequeno canudo feito de taquara. 

O caá-i (ou “água da erva”) era muito consumido pelos indígenas — e não tão bem-visto pelos padres jesuítas. Por não saberem do que se tratava e por trazerem na memória a ligação de infusão de ervas com a bruxaria, os catequizadores proibiram o consumo da planta. O impedimento não durou muito tempo, e, no século XVII, os próprios jesuítas incentivaram seu uso em combate ao alcoolismo, fenômeno resultante da proibição.  

 

A disseminação do chimarrão aconteceu na troca de cultura entre os povos da Região das Missões e no constante contato entre os povos indígenas e europeus. Já o nome chimarrão tem origem na palavra castelhana cimarrón, que nomeia o animal em seu estado selvagem, o cão sem dono, o gado que fugiu e voltou à natureza, o que remete à pureza e ao amargor da erva, consumida moída e sem misturas. 

Hoje não há uma casa gaúcha que não conte com uma cuia, uma bomba e uma boa erva-mate! E você? Já conhecia a história do chimarrão?

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