A força do mercado imobiliário de Torres e as perspectivas para quem quer investir
Torres consolidou-se como o 2º metro quadrado mais valorizado do Sul do Brasil. Jeferson Selau, sócio-diretor e co-fundador da Nossa Casa Imóveis, analisa a valorização de 20% ao ano e as oportunidades de investimento no litoral.
Torres se consolidou como o segundo metro quadrado mais valorizado do Sul do Brasil, atrás apenas de Balneário Camboriú (SC). Com uma valorização média de 20% ao ano, a cidade passou de destino sazonal a um dos mercados imobiliários mais estratégicos do país. Esse cenário vem sendo analisado de perto por Jeferson Selau, sócio-diretor e cofundador da Nossa Casa Imóveis, que atua há 25 anos no setor.
Nos últimos cinco anos, Torres viveu uma transformação profunda. O que antes estava fortemente associado à alta temporada de verão tornou-se um mercado estruturado, com crescimento contínuo, investimentos privados consistentes e projetos urbanos cada vez mais qualificados. Esse reposicionamento elevou o patamar do mercado imobiliário local e atraiu um novo perfil de investidor, mais atento à valorização patrimonial no médio e longo prazo.
Para compreender os fundamentos desse crescimento, analisamos dados de mercado aliados à experiência prática de Jeferson, que observa de perto a evolução da cidade e suas oportunidades imobiliárias.
A trajetória de valorização do mercado imobiliário de Torres começou a se desenhar ainda nos anos 2000, quando a cidade iniciou um processo de desenvolvimento urbano mais consistente. Ao longo das últimas décadas, esse movimento deixou de ser pontual e passou a refletir uma transformação urbana, econômica e comportamental.
“Torres deixou de ser apenas uma praia de temporada e passou a funcionar o ano inteiro”, destaca Jeferson.
Esse novo estágio de maturidade ganhou força a partir de 2020, impulsionado pelo aumento dos lançamentos imobiliários, pela atração de investimentos privados e pela qualificação dos projetos arquitetônicos e urbanos. O reflexo desse processo aparece de forma clara nos índices de valorização, que mantiveram uma média de 20% ao ano no último quinquênio.
Segundo o diretor da Nossa Casa Imóveis, esse desempenho posiciona Torres entre os mercados mais estratégicos do Brasil. “Vimos uma valorização média de 20% ao ano nos últimos cinco anos, mas em casos específicos, como terrenos em condomínios fechados, a rentabilidade chegou a 200%. Quem investiu de forma planejada, considerando localização e tipo de produto, conseguiu multiplicar o patrimônio de maneira consistente”, afirma.
Esse cenário reforça o caráter seguro do investimento imobiliário na cidade, onde a combinação entre infraestrutura em expansão, qualidade de vida e belezas naturais sustenta uma rentabilidade acima da média do Sul do país.
A pandemia acelerou transformações relevantes no mercado imobiliário de Torres, especialmente no comportamento do consumidor. A busca por qualidade de vida, contato com a natureza e espaços que favoreçam o convívio familiar se intensificou e segue como uma tendência consolidada.
“O consumidor ficou mais exigente. Hoje, ele valoriza segurança, lazer, bem-estar e empreendimentos com alto valor agregado. Não é apenas sobre o imóvel, é sobre o estilo de vida”, explica o diretor da Nossa Casa Imóveis.
Entre os principais impactos observados nesse período, destacam-se:
aumento da procura por apartamentos com sacadas abertas
crescimento expressivo da demanda por casas em condomínios fechados
valorização de projetos com infraestrutura completa de lazer e esportes
fortalecimento da comunicação digital, com apresentações de imóveis mais humanizadas e estratégicas
Essas mudanças influenciaram diretamente o desenvolvimento dos novos empreendimentos e a forma como o mercado se comunica com seus clientes.
O mercado imobiliário de Torres é dinâmico e equilibrado, com oportunidades em imóveis novos, usados e em construção. Atualmente, a maior procura concentra-se nos imóveis novos e em construção, impulsionada principalmente pelas condições de pagamento oferecidas pelas construtoras.
Entre os principais atrativos desses empreendimentos estão:
parcelamentos diretos com construtoras, em média de 50 meses;
projetos com prazos estendidos, chegando a até 100 meses;
possibilidade de utilizar outros imóveis como parte do pagamento.
Ainda assim, imóveis usados, especialmente em regiões consolidadas, seguem apresentando boa liquidez e oportunidades interessantes para diferentes estratégias de investimento.
A maior parte das aquisições imobiliárias em Torres segue voltada ao veraneio e ao investimento. No entanto, a procura por moradia permanente vem apresentando crescimento gradual, acompanhando a mudança no perfil de ocupação da cidade e o fortalecimento da economia local.
“Atualmente, cerca de 35% dos imóveis permanecem ocupados durante a baixa temporada, um crescimento significativo em relação ao período pré-pandemia, quando esse índice girava em torno de 22%”, ressalta Jeferson Selau.
Esse movimento não ocorre de forma isolada. Ele é impulsionado por investimentos estruturantes na região, como a implantação de um complexo empresarial de grande porte no Litoral Norte, o avanço do projeto do Porto de Arroio do Sal e a chegada de novos empreendimentos comerciais e gastronômicos na orla de Torres. Essas iniciativas ampliam a oferta de empregos, serviços e conveniência urbana, estimulando a permanência de moradores ao longo de todo o ano.
Como resultado, Torres reforça sua transformação em uma cidade cada vez mais residencial, com atividade econômica contínua, maior taxa de ocupação fora da alta temporada e um mercado imobiliário sustentado não apenas pelo turismo, mas também pela moradia e pelo investimento de longo prazo.
Entre as regiões mais valorizadas de Torres, destacam-se:
Praia Grande
Prainha
Praia da Cal
Nos últimos anos, a Praia da Cal apresentou o maior índice de valorização, especialmente em áreas próximas à Praia da Guarita e a terrenos em condomínios fechados.
Além dessas regiões consolidadas, o novo Plano Diretor da cidade ampliou o potencial de crescimento de bairros como Getúlio Vargas, Igra Sul e São Francisco. “Essas regiões passam a contar com novos índices construtivos, ampliando o potencial de desenvolvimento imobiliário no longo prazo”, explica Jeferson.
Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, com taxa Selic elevada, o mercado imobiliário de Torres mantém fundamentos sólidos quando analisado sob a ótica do longo prazo. Em 2025, o setor passou por um período de maior estabilidade, movimento considerado natural diante do contexto nacional.
“Imóvel não se avalia por um único ano. Valorização imobiliária é construída no longo prazo. Quem investe em imóvel forma patrimônio. Imóvel é moeda forte”, afirma o diretor da Nossa Casa Imóveis.
Historicamente, um imóvel adquirido por R$ 650 mil em Torres pode ultrapassar R$ 1,6 milhão em cinco anos, enquanto aplicações financeiras sofrem com os efeitos da inflação e da desvalorização da moeda ao longo do tempo.
O crescimento do mercado imobiliário em Torres é considerado sustentável no médio e longo prazo, especialmente diante do déficit habitacional brasileiro e da importância estratégica da construção civil para a economia nacional.
A cidade se destaca pela qualidade de vida, está entre as cidades brasileiras com os melhores índices de saneamento básico, além de possuir boa infraestrutura urbana, mas enfrenta desafios comuns a municípios que crescem de forma acelerada.
Para sustentar esse ciclo de desenvolvimento, Torres precisa avançar em pontos estratégicos, como:
ampliação dos investimentos em turismo ao longo de todo o ano
criação de um calendário permanente de eventos
fortalecimento da rede de saúde, que atualmente opera acima da capacidade
estímulo a novos investimentos privados em lazer, cultura e serviços
“Torres tem potencial para ir muito além das belezas naturais. Com planejamento e investimentos, a cidade pode se consolidar como um dos melhores lugares do Brasil para viver e investir”, conclui Jeferson Selau.
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